Prazo de recebimento: quando o dinheiro cai na conta

PrazosAtualizado em 17 de agosto de 20266 min de leitura

O prazo não é o mesmo para todo meio de pagamento. Na DigDin, Pix e boleto liberam no dia útil seguinte à confirmação; o cartão fica em D+15 corridos. Saque a partir de R$ 20,00, sem custo por saque.

DigDin · Pix e boleto

D+1 útil

No cartão, D+15 corridos — metade do D+30 mais comum.

Prazo mais comum no mercado

D+30

Eduzz, Greenn, Pepper, Ticto, Monetizze e Hotmart.

Saque mínimo

R$ 20

Sem tarifa por saque solicitado.

Prazo de cada plataforma

Valores das centrais de ajuda oficiais, revisados em 14 de agosto de 2026. A última coluna leva à fonte de cada plataforma.
PlataformaPrazo do cartãoSaqueFonte
DigDinD+15 corridosmínimo R$ 20,00Termos de Uso da DigDin (§6)
EduzzD+30R$ 9,00ajuda.eduzz.com
CaktoD+15 (Pix D+1)R$ 4,59ajuda.cakto.com.br
GreennD+30R$ 4,99greenn.crisp.help
PepperD+30R$ 3,90ajuda.pepper.com.br
TictoD+30R$ 4,80help.ticto.com.br
Kirvano80% em D+15, 15% em D+30, 5% em D+60R$ 4,90help.kirvano.com
MonetizzeD+301º saque da semana grátishelp.monetizze.com.br
KiwifyD+15 (D+2 custa +2%)R$ 3,67ajuda.kiwify.com.br
HotmartD+30R$ 1,99help.hotmart.com

Não existe norma do Banco Central fixando D+30

O prazo não é regra: é escolha comercial de cada plataforma, escrita em contrato.

Se fosse norma, o mercado inteiro praticaria o mesmo número — e ele convive com D+15, D+30 e liberação escalonada até D+60.

É comum ouvir que “o prazo é do Banco Central” ou que “a regulação obriga D+30”. Não é verdade. O que existe no arranjo de cartões é a liquidação da parcela em torno de 30 dias entre credenciadora e estabelecimento — e as próprias regras do arranjo preveem antecipação, que é um produto vendido, não uma proibição.

O prazo que a plataforma de infoproduto pratica com o produtor é decisão comercial e de risco de cada empresa, escrita em contrato. Ela escolhe onde fica o dinheiro entre a liquidação e o seu repasse: quanto maior o prazo, maior o colchão contra chargeback e reembolso — e maior o capital de giro que ela segura.

Por isso o mesmo mercado convive com D+15 (DigDin, Cakto, Kiwify), D+30 (a maioria) e liberação escalonada até D+60 (Kirvano). Se fosse norma, seria igual para todo mundo.

O que encurta e o que alonga o seu prazo

  • Antecipação contratada. Existe, custa e é opcional. A Kiwify publica D+2 por mais 2%, por exemplo. Antecipar não é “receber mais rápido de graça”: é comprar prazo.
  • Reserva de segurança. Uma parte do valor pode não ser liberada no prazo principal. Isso não muda o D+ da plataforma, muda quanto do valor chega nele. Veja reserva de segurança.
  • Dia útil versus dia corrido. Dois D+15 podem cair em datas bem diferentes: contado em dias úteis, um feriado empurra o pagamento para além de três semanas de calendário. Na DigDin, o D+15 do cartão é em dias corridos, e o Pix e o boleto liberam no dia útil seguinte. Antes de comparar prazo com outra plataforma, confira em qual das duas contagens o número dela está.
  • Chargeback e disputa. Um contestação aberta suspende o valor até o desfecho, em qualquer plataforma.

Por que D+15 muda a operação

Quem reinveste em tráfego trabalha com ciclo de caixa: quanto antes a venda vira saldo, antes ela vira anúncio. Sair de D+30 para D+15 dobra a velocidade desse giro sem mudar uma linha da campanha. É a metade do prazo praticado pela maior parte do mercado, na comparação levantada em 14 de agosto de 2026 — a tabela está na página de comparativo.

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